Tenho que admitir que no começo tinha uma preferência grande pelo casal 'Juno e Diego' apesar de ser apenas uma parte do passado da Juno que ela conta bem por cima. Mas acho que no final, eu acabei me apaixonando por 'Juno e Daniel'... se eu tivesse tempo e espaço, teria aprofundado o relacionamento deles, mas isso foi algo que estava implícito (eu acho...) pelo menos, enquanto eu desenhava, eu queria passar a sensação de que eles estavam se conhecendo aos poucos, que eles se encontravam mais vezes do que apareceu no fanzine.
As vezes me pergunto como pode eles parecerem tão bem juntos quando tem tão pouco em comum... Juno, que é tão vivaz, impaciente, impulsiva (com uma certa dose de melodrama) e o Daniel, um cara tão na dele, sempre 'de buenas' com todo mundo, e ao mesmo tempo tão fechado... ele dá a sensação de que você sabe tudo sobre ele, por causa do seu romantismo, por causa do jeito como se apaixona pela Juno, que parte de uma curiosidade quase infantil, e também de uma percepção apurada (ele sabia que existia mais naquela garota do que diziam por aí...). A verdade é que pouco se sabe realmente sobre ele, e quando a Juno descobre isso, talvez fosse tarde demais. Ele era o príncipe encantado, uma forma idealizada em sua vida. Mas eles parecem bem juntos, porque independente disso o sentimento deles é real. Juno também se apaixona, pelo doce, gentil e carismático Daniel, o único que conseguiu vencê-la na queda de braço, ainda que não pela força física (nunca saberemos) mas muito provavelmente pela força do seu olhar (ohhh)...
Pode parecer clichê, mas é tão real para mim que parece tocável. Às vezes, eu quase posso tocá-los...
Atenção! Se você ainda não leu a sexta edição, o restante desse texto pode conter ***SPOILERS***
Eu queria comentar sobre a sexta edição, porque bem, eu sempre comento as edições que acabo de postar e não vou romper esse hábito (LoL).
Eu fiquei muito feliz com a receptividade da última edição. Particularmente, eu estava muito satisfeita com ela, o final era tudo o que eu queria mostrar desde o começo desta história e consegui concluí-la de um jeito que me fizesse parar e dizer 'é isso!'. Era isso o que eu queria dizer, era isso o que eu queria mostrar para as pessoas. Como disse do editorial, meu fanzine não foi perfeito, mas se ele fosse perfeito, seria terrivelmente irônico. Eu escrevi sobre vidas imperfeitas, sobre a vida das próprias pessoas, no mundo real, sobre a minha própria vida. Não quero tornar essa uma desculpa para minhas faltas, porque sempre busquei melhorar minhas 'falhas', mas nem sempre isso é controlável, e muitas vezes estava tão mergulhada em certos sentimentos que isso penetrava a folha de papel e estes sentimentos ficaram gravados em cada página. As pessoas podem não reconhece-los, mas eu sei quem era a Mary de cada página, e eu conheço o peso delas. Quando as pessoas vão além de um mero comentário e mergulham nem que seja um pouco mais no meu trabalho, eu me emociono e também me surpreendo... alguns comentários são bem ricos, por isso sempre encorajo os leitores a darem um feedback xD
Algumas pessoas gostaram muito, outras ficaram com um ponto de interrogação quanto a relação entre Juno e Daniel (eles terminaram ou não?). Bom, aí é que tá... sim e não (LoL) eles terminaram o namoro, mas vale lembrar que eles nunca deixaram de se gostar, e isso dá margem pra muita coisa no futuro, rs... Se eu vou voltar a desenhar o fanzine? Muito dificilmente. Pelo menos não agora. Talvez (talvez!) eu faça mais algumas side-stories, quando tiver tempo e disposição o suficiente... A saudade às vezes me mata. Como agora. Mas eu pego no lápis e não tenho mais disposição. Estou passando por essa fase... eu realmente não tenho tempo de nada. É muito triste. Crescer é triste. Ter que trabalhar fora é triste. De alguma forma... mesmo que seu trabalho não seja totalmente odiável, é triste não ter liberdade, não ter as tardes livres pra fazer o que eu gosto ou apenas ler um livro. Acho que nada é perfeito mesmo, tampouco satisfatório. Enquanto trabalhava em casa, me sentia sempre solitária e queria ver gente. Agora vejo gente todos os dias e sinto falta do conforto da minha casa, e da liberdade de ir e vir, de fazer as coisas na hora que dava vontade. Não sei até onde aguentarei essa situação mas eu vou levando...
No final, a Juno cortou o cabelo, e eu gostei bastante dela daquele jeito... a versão madura da Juno. Daniel também cortou, por outros motivos (ele mesmo diz que é porque a Juno gostava de seus cabelos longos.. Daniel works in misterious ways... mas acho que era uma forma de superar seus próprios sentimentos). Quando eles se reencontram, depois de um ano, ambos estão mudados. Daniel confessa que assistiu as peças de teatro da Juno. Isso me dá a sensação de que ele é no fundo também um fã, afinal ele se apaixona por ela na sua primeira peça da escola. Mas a Juno está indo embora agora, e por mais que eles sintam falta um do outro, não tem muito o que fazer... é, eu sou mesmo cruel com meus personagens... (mas a vida também é cruel comigo!! LoL)
Desde quando comecei a história, decidi que esta não teria um final 'felizes para sempre' e queria um final 'aberto'. Mas todo final é teoricamente aberto, porque não existe algo como um final definitivo, ou algo que seja permanente. Mas toda história precisa de um final, isso é certo.
Enfim, acho que já falei demais, e estou ficando com sono (já são 2 AM!!) então comento sobre os outros aspectos da história numa próxima oportunidade xD
Obrigada aos que leram até aqui... eu acho... ._.

